Academia Vianense de Letras

No último dia 28 de janeiro, precedida por uma missa de ação de graças, celebrada pelo padre George Muniz na Catedral de N. S. da Conceição, em Viana, realizou-se a posse da nova diretoria da AVL.
Presidida pela acadêmica Fátima Travassos, a nova equipe da gestão da Academia Vianense de Letras, no biênio 2017/2018, é composta ainda pelos seguintes acadêmicos: Elvemir Nunes Franco (vice-presidente); Maria da Graça Mendonça Cutrim (1ª secretária); Pollyanna Mendonça Gouveia Muniz (2ª secretária); Joaquim de Oliveira Gomes (1º tesoureiro) e José Ribamar D’Oliveira Costa Júnior (2° tesoureiro). Integram o Conselho Fiscal, os acadêmicos: Luiz Alexandre Raposo, Marcone Veloso e Aldir Ferreira.
A cerimônia oficial de posse da nova diretoria foi realizada no salão de eventos do Caesar Palace e foi prestigiada por grande número de autoridades e convidados, destacando-se entre eles o prefeito municipal de Viana, Magrado Barros, a vice-prefeita Lucimar Gonçalves, a deputada federal Luana Alves, o juiz de Direito Celso Serafim, Promotores de Justiça Gustavo Bueno e Núbia Zeile, o presidente da Academia Maranhense de Letras, Benedito Buzar, o Presidente da Federação das Academias, Roque Macatrão, vários secretários municipais, vereadores, e ainda representantes da Academia de Letras Jurídicas, do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, da Academia Ludovicense de Letras, da Associação Maranhense de Escritores Independentes e das Academias de Letras das cidades de Arari/Vitória, Anajatuba, Itapecuru-Mirim, Barra do Corda, Pinheiro e São Bento.
Declarada aberta a reunião e após a execução do hino nacional pelo tenor Sergio Santos, Luiz Alexandre Raposo fez seu discurso de despedida, explanando todo o trabalho desenvolvido pela AVL, durante suas seis gestões consecutivas. Ato seguinte, Luiz Alexandre deu posse à nova presidente da entidade, a acadêmica Fátima Travassos que saudou o público presente e discorreu sobre seus projetos futuros à frente da agremiação cultural, proferindo um discurso erudito e emocionante.
Destacou a Presidente Fátima Travassos: “A Diretoria empossada estará atenta à continuidade e acrescentamento do percurso histórico percorrido pelos que nos antecederam ao longo dos seus gloriosos mais de 14 anos”.
Parafraseando Camões: “as coisas árduas e lustrosas se constroem com trabalho e com fadiga”. A compensação, o prazer de fazer e fazer bem feito. E acrescentamos a isso, a inafastabilidade de não ter medo de inovar, de avançar os paradigmas que aproximem mais a Academia da diversidade da cultura, na sua inteireza.
Encerrada a reunião pela  presidente empossada foi oferecido um coquetel aos convidados, enquanto era apresentado um Sarau Literário com a participação dos seguintes artistas locais: Carlos Denílson Cunha declamou o soneto A poesia de minha alma; Toninho Rabelo interpretou a música Viana; Melissandra Corrêa declamou Os Escravos (Celso Magalhães); Marinaldo Santos interpretou a música Pra sempre; a professora Juju Amorim declamou a poesia de sua autoria Sim, vou ver Viana Aldeia – Viana minha paixão; Rony Brasil interpretou a música Tocando em frente (Almir Sater e Renato Teixeira); o professor Jediael, em dueto com Carlos Denilson, o poema Apelo. E, finalmente, o acadêmico e cantor Rogério du Maranhão que interpretou várias canções, antes de encerrar o Sarau com a música Eu quero apenas (Roberto Carlos) com a participação de um coral pela plateia e acadêmicos.Acomapanhe as fotos da posse (fotos de Toninho Rabelo e ao final veja na íntegra o discurso de posse da nova presidente da Academia Vianense de Letras:

A presidente ao fazer seu discurso de posse

A presidente Fátima Travassos ao presidir a sessão após a posse


Aspecto da solenidade que contou com a participação de representantes de várias Academias de Letras do Estado

Acadêmicos presentes  ladeiam a nova diretoria da AVL para o biênio 2017/2018

Fiéis durante a missa de ação de graças

Momento sublime da liturgia

O tenor Sergio Santos ao interpretar a Ave Maria de Shubert

Homenagem a Nossa Senhora ao final da celebração

Acadêmica Vitória Santos - ofertório

Acadêmico Marcone Veloso - ofertório

Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição

Momento litúrgico - oferta do capelo da AVL

Acadêmicos - Hino da AVL

Secretária acadêmica Graça Cutrim na leitura da Ata

A Presidente da AVL Fátima Travassos ladeada pelo Presidente da Academia Maranhense de Letras Benedito Buzar e escritores de outras Academias

O presidente da Câmara Valter Serra, o prefeito municipal Magrado Barros, Fátima e os vereadores Luzardo Segundo e Álvaro Filho

Presidente da AVL Fátima Travassos com o juiz de Direito Celso Serafim e os promotores de Justiça Gustavo Bueno e Núbia Zeile

Presidente da AVL ladeada por Benito Filho, diretor da Rádio AM Maracu e FM Sacoã e TV Meio Norte, Benedito Oliveira e o jornalista Soeiro

Fátima com Dilercy, Jucey e Cecília (representantes das Academias Ludovicense, Itapecuru-Mirim e Anajatuba, respectivamente)

Fátima Travassos ao lado do Presidente da Câmara Valter Serra e do Procurador do Município Hilbert Lobo

Família Travassos reunida (Eliane, Emanuel, Senhor Penha, Maria José, Fátima, Helena, Rosirene e Grijalva Neto)

Ao lado de seu genitor e esposa, Fátima Travassos com Agnaldo Mota (Academia de Pinheiro) e a irmã deste

A presidente com os artistas que participaram do sarau

Fátima Travassos, o vereador Zé Carlos Costa e Rogério du Maranhão


 



Veja na íntegra o discurso de posse da nova presidente da Academia Vianense de Letras:


 “[...] Não é certo, como corre mundo, ou, pelo menos, muitas e muitíssimas vezes, não é verdade, como se espalha fama, que 'longe da vista, longe do coração'.

 […] O coração não é tão frívolo, tão exterior, tão carnal quanto se cuida. Há, nele, mais que um assombro fisiológico: um prodígio moral. É o órgão da fé, o órgão da esperança, o órgão do ideal. Vê, por isso, com os olhos d’alma , o que não veem os do corpo. Vê ao longe, vê em ausência, vê no invisível, e até no infinito vê. Onde pára o cérebro de ver, outorgou−lhe o Senhor que ainda veja; e não se sabe até onde. Até onde chegam as vibrações do sentimento, até onde se perdem os surtos da poesia, até onde se somem os voos da crença: até Deus mesmo, inviso como os panoramas íntimos do coração, mas presente ao céu e à terra, a todos nós presente, enquanto nos palpite, incorrupto, no seio, o músculo da vida e da nobreza e da bondade humana […]”.

 Invoco aqui o grande orador e membro fundador da Academia Brasileira de Letras, Rui Barbosa; em sua “Oração aos moços” nos traz uma profunda e verdadeira percepção poética e humana, revelando o alcance intangível e imperceptível aos olhos.

 É chegado o momento da assunção do mandato da nova Diretoria. E é salutar que a Presidente eleita destaque pontos intrínsecos à Academia e se coloque diante deles.

 Prometo-lhes ser breve em homenagem à garantia de boa acolhida da opinião, atenta ao antigo preceito latino.

 A Academia Vianense de Letras consolidou e segue consolidando, há algum tempo, no espaço da ação que se propõe, o desenvolvimento de atividades básicas e primordiais que defendam a cultura, valorizam o conhecimento. Assume a coragem de abrir-se para o novo. Orienta-se pelo que é justo. Não descura da prudência, do equilíbrio e da harmonia.

 A elas, soma a atuação gratuita, desinteressada. Pensa a cultura. Celebra a memória. Promove e incentiva a fazer o belo. É o que a preenche. É o que a singulariza.

 A Diretoria empossada estará atenta à continuidade e acrescentamento do percurso histórico percorrido pelos que nos antecederam ao longo de seus gloriosos mais de 14 anos.

 Parafraseando Camões: “as coisas árduas e lustrosas se constroem com trabalho e com fadiga”. A compensação, o prazer de fazer e fazer bem feito. E acrescentamos a isso, a inafastabilidade de não ter medo de inovar, de avançar os paradigmas que aproximem mais a Academia da diversidade da cultura, na sua inteireza.

 Ascendo à Presidência por generosidade dos acadêmicos. A todos, externo muita gratidão, pela confiança com que me distinguiram ao me convidarem para presidir a Diretoria, fruto de uma sólida e fraterna amizade que muito me desvanece.

 Peço vênia para fazer um registro inédito e honroso na história da Academia Vianense de Letras, ao fazer chegar hoje a primeira mulher a ocupar a Presidência da Casa; que, para meu privilégio, os acadêmicos me acolheram com uma votação por aclamação, mantendo, assim, a tradição da eleição dos dois Presidentes anteriores.

 A demonstração de amizade solidária, presente a confiança mútua, dedicação, prevalência da Academia sobre os interesses pessoais, são cláusulas pétreas cultuadas por todos que ora assumimos, permanecendo fiéis ao Estatuto e ao princípios que fundamentam esta Casa.

 A nossa assunção à Presidência da Academia Vianense de Letras traz um desafio e um dever: o de criar condições para estar à altura do que já foi feito, prosseguir o iniciado e ampliar ainda mais o alcance e a profundidade das ações culturais.

 Buscaremos dar continuidade a uma maior presença social da Academia Vianense de Letras, sobretudo na nossa cidade na qual estamos enraizados. E, voltados para o futuro e recuperação da cidadania, daremos especial atenção a projetos de formação de novos leitores e apoio a espaços onde se incentive a literatura nacional e local.

 E assim o faremos com critério. É neste conceito que esta nova diretoria baseia seu compromisso. E nele pretendemos fundamentar nossa ação.

 A Academia é uma sociedade civil sem fins lucrativos.

 Congrega cultores de ação e pensamento em defesa do desenvolvimento da cultura vianense e da região, da literatura que nos identifica e que alimente o imaginário. E atua com independência.

 Aos oito acadêmicos de caminhada, expresso meu profundo agradecimento por terem aceito, e com entusiasmo em coparticipar da missão tanto na Diretoria como no Conselho Fiscal. O que aumenta em grande vulto a nossa responsabilidade. Em compensação, oxigena o estímulo.

 É importante para a Academia Vianense de Letras ter nos quadros da Diretoria, Vice-Presidente, o acadêmico Elves Franco, pela sua ligação natural, afetiva e laboral com a nossa Cidade de Viana.

 É escritor de peças teatrais, compositor, figurinista, diretor de espetáculos e professor de teatro. Em nossa cidade fundou a COTEV, Companhia Teatral Vianense, com a qual representa dignamente nossa gente, com espetáculos de temáticas diversas em Teatros do Maranhão, com participação no Festival Maranhense de Teatro Estudantil.

E nessa condição, vamos contar com tamanho talento e acrescer ainda mais o trabalho da Academia Vianense de Letras.

 A língua e a literatura exigem de todos nós o bom combate. Em especial a arte literária. Faz-se oportuno e pertinente reafirmar a sua importância.

 O texto literário ajuda as pessoas a organizar o seu universo cultural. Possibilita-nos conhecer a nós mesmo, ao mundo que nos cerca, à nossa relação com o mundo e com o outro. E mais: que o escritor é testemunha do seu tempo e que a literatura interpreta o presente, restaura emocionalmente o passado, possibilita projeção do futuro, contribuindo para a formação da cidadania.

 Portanto não nos esqueçamos de que a Academia são os acadêmicos e as acadêmicas e que a Casa é para a Cidade de Viana e para a região. E, sobretudo, nos ultrapassa.

 Hoje é um dia histórico.

 Pretendo dirigir a Academia Vianense de Letras com os ideais da alma e os olhos do coração de que nos fala o inesquecível Águia de Haia na “Oração aos moços”, ilustrada na abertura desta saudação.

 Consciente dessa missão, construímos coletivamente um plano de ações culturais a serem desenvolvidas no biênio, o qual não se esgota em si mesmo, mas constitui um início de uma grande jornada de trabalho em prol da cultura e das nossas tradições.

 Assumo esta Presidência sob o resguardo da honra, do trabalho, da vida em sociedade. Recai a responsabilidade sobre mim junto com a Diretoria, e em estreita aliança com os acadêmicos, o difícil e digno dever de conduzir um ano em que celebramos os quinze anos de fundação da Academia Vianense de Letras, uma data de emancipação do nosso espírito, de sabedoria vianense.

 A cultura, para a Academia Vianense de Letras, tem sido uma paixão constante, um grande amor que vem sendo cultivado.

 Vivemos nesta Casa sob o regime de memória. Uma memória que não se deixa abater pelas tentações do esquecimento. Não cede à lenta erosão dos tempos. Recordar é, para nós, o atributo de sobrevivência moral.

 As comemorações dos 15 anos da Academia Vianense de Letras se estenderão por todo o ano de 2017, oferecendo ao nosso Município a realização de diversas atividades que contemplarão as múltiplas manifestações culturais.

 Todos juntos queremos celebrar os 15 anos da Academia Vianense de Letras em sintonia com a sociedade, que nos desafia a realizar ações dentro de um propósito pedagógico, cultural e político.

 Da Sessão solene comemorativa ao fomento de lançamento de novas obras literárias dos confrades e confreiras.

 O Plano de ações contempla também a efetivação de outras atividades: praça literária; curso de história de Viana; palestras em escolas públicas e privadas sobre os nossos patronos; festival de música e poesia; instituição e concessão do Prêmio Professora Edith Nair aos professores da Língua Portuguesa, Literatura e áreas afins que executaram projetos relevantes nas escolas de Viana; instituição da Academia Vianense Juvenil de Letras.

 Ao recebermos a Academia, temos como missão importante adquirir a Sede própria. Para isto, a Academia precisa contar com o efetivo apoio do Município, na pessoa do Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal, Magrado Barros, e dos Excelentíssimos Senhores Vereadores, a quem já comunicamos esse nosso objetivo; bem como não prescindimos dos munícipes na busca dessa realização, que só beneficiará a Cidade, escritores, professores, estudantes, artistas, poetas e todos os demais atores da cultura vianense e da região.

 Lembro-me das primeiras conversas para a criação da Academia Vianense de Letras que ocorreram na minha residência entre eu, Lourival Serejo e Luiz Alexandre Raposo. Dessa reunião prosperou a busca de outros intelectuais vianenses, e, assim, no dia 04 de maio de 2002, a Academia Vianense de Letras (a 7ª Academia do interior) foi fundada e instalada com a posse de 18 acadêmicos fundadores, das 40 cadeiras criadas (hoje, com 31 cadeiras ocupadas), quando Viana completara 245 anos de existência. Viana, a quarta cidade fundada no Estado, depois de São Luís, Alcântara e Icatu.

 A existência da Academia Vianense de Letras confirma a forte vocação cultural do povo maranhense.

 E, assim, em 1945, a sociedade vianense já se preocupava com o desenvolvimento da educação e cultura local de crianças e jovens.

 Um grupo de cidadãos vianenses, reunido, criou a Fundação Humanitária Padre Antônio Vieira, com o objetivo de instituir e amparar estabelecimentos educacionais da infância e juventude, uma biblioteca, e cultivar a memória dos brasileiros notáveis, principalmente dos filhos do Vale do Pindaré.

 E, pesquisando a respeito, tive a felicidade de saber quem fizera parte desse ato de cidadania, ou seja, da 1ª Diretoria dessa fundação humanitária, entre os quais encontrei os seguintes vianenses, de saudosa memória: meu avô Benedito Cunha Rodrigues, o tio de meu avô, o advogado provisionado Trajano Rodrigues, meu sogro Emídio Cordeiro, entre outros vianenses ilustres: Nozor Sousa, Benedito Gomes, Ezequiel Gomes, José Pinheiro, Ângelo Lauleta, etc.

 E, em outro momento, nessa mesma direção, no desenvolvimento da educação, os vianenses acudiram ao apelo do confrade Dr. José Pereira Gomes para fundar o Ginásio Professor Antônio Lopes, onde quase todos nós cursamos da 6ª a 8ª séries do primeiro grau. Numa prova de que a sociedade vianense sempre foi comprometida com as iniciativas culturais. Assim como, hodiernamente, a Academia Vianense de Letras tem recebido e dado apoio.

 Pois é a Academia Vianense de Letras a academia dos vianenses e por todos deve ser cultivada e apoiada.

 A nossa Academia, seguindo a tradição da Academia Francesa e da Brasileira, é composta por 40 membros efetivos e respectivos patronos, além de membros beneméritos, honorários e correspondentes.

 Vale registrar que a Academia Vianense de Letras teve o seu 1º Presidente, o escritor e magistrado Lourival de Jesus Serejo Sousa e o 2º Presidente, o escritor e jornalista Luiz Alexandre Brenha Raposo, a quem rendo minhas sinceras homenagens pelo trabalho desenvolvido com afinco, zelo e dedicação, como demonstrado aqui na retrospectiva de sua fala.

 Agora assumo esta magna incumbência após ter exercido muito bem a missão os ilustres confrades que me antecederam, o que denota maior a minha responsabilidade neste momento.

 Como bem destacados os nomes dos patronos da Academia, pelo escritor Luiz Alexandre Raposo, que ora deixa a presidência, Viana produziu filhos ilustres com destaque no cenário político e cultural do Maranhão e do Brasil, entre outros, o escritor e promotor de justiça Celso Magalhães, a quem tenho o privilégio de tê-lo patrono, na Cadeira nº 12; Estêvão Carvalho; Travassos Furtado; Manuel Lopes da Cunha; Ozimo de Carvalho; Raimundo de Castro Maya; Dilu Mello; Astolfo Serra; Raimundo Lopes e Antônio Lopes.

 E dentro dessa tradição cultural é que a Academia se propõe a defender, fomentar e promover novos vultos da cultura vianense e da região.

 E com a coragem e desprendimento de mulher vianense, que não foge do seu destino e enfrenta todos os desafios que Deus coloca na sua frente, espero, com a colaboração inestimável dos ilustres confrades e confreiras, presidir esta Instituição com a serenidade inspirada nos espíritos superiores de todos os seus membros e embalada pelo diálogo democrático, de sorte a empreender esforços para a elevação da cultura no nosso município e região, em todas as suas manifestações, independentemente de preferências políticas, religiosas ou filosóficas, voltados única e exclusivamente para o bom debate no saudável campo das ideias e da elevação do saber, além do convívio fraterno entre os confrades e as confreiras.

 Finalmente quero agradecer a todas as autoridades que atenderam ao nosso convite, comparecendo a esta Solenidade, em particular o Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal, Magrado Aroucha Barros e os Excelentíssimos Senhores Edis da Câmara Municipal de Viana, a todos os familiares e amigos, e em especial ao Presidente da Academia Maranhense de Letras, o escritor e jornalista Benedito Buzar, e ao Presidente da Federação das Academias, o advogado Dr. Roque Macatrão, bem como aos confrades e confreiras de outras academias do interior do Estado (Pinheiro, São Bento, Arari/Vitória, Anajatuba, Itapecurú-Mirim), a Academia Ludovicense de Letras, a Academia de Letras Jurídicas, o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão e a Associação Maranhense de Escritores Independentes, tão bem representados por grandes homens e mulheres, que com suas presenças deram maior brilho a esta Sessão Solene de Posse.

 Na pessoa de meu pai, que vive comigo este momento, agradeço o estímulo. Às minhas filhas, presente de Deus em minha vida. Presto tributo à memória de minha mãe, Maria José Rodrigues Travassos, início de minha trajetória.

 E como mulher de muito labor, cidadã brasileira, maranhense e vianense, que hoje, com a ajuda do Criador, dos conterrâneos vianenses, amantes das causas nobres, dos membros desta Casa, que libertos de preconceitos, confiaram na minha condição feminina, assumo, emocionada, a Presidência da Academia Vianense de Letras.

 Muito obrigada.