Academia Vianense de Letras

Idealizado pelo pintor (e patrono da AVL) Nilton Aquino, sob encomenda do então presidente da Câmara Municipal, Ozimo de Carvalho, o escudo ou brasão de Viana foi oficializado por decreto especial do prefeito Luís de Almeida Couto, em cumprimento ao artigo 284 da Lei nº 19 de 7 de setembro de 1949.

Esquecido durante muito tempo, mas recebendo o devido reconhecimento no momento atual, quando a história e os valores locais são redescobertos e divulgados, o escudo merece ser conhecido por todos, em especial pelos professores e estudantes vianenses.

Desse modo, numa iniciativa do acadêmico Pedro Mendengo, através da Fundação Conceição do Maracu, o escudo original (desenhado em grafite) recebeu uma nova roupagem colorida pelas mãos do jovem pintor vianense, Moisés Pereira.

Segundo pesquisa realizada, na década de 1970, pela professora Rosa Maria Pinheiro Gomes (que buscou informações com o próprio Ozimo de Carvalho), a parte superior do escudo é emoldurada por paisagens da terra, destacando-se o morro do Mocoroca, no lado esquerdo. O centro do brasão apresenta (ainda do lado esquerdo) o índio Guajajara (provável habitante primitivo de Viana) mostrando o sol, que significaria a luz do saber, traduzida nos ensinamentos dos padres jesuítas que catequizaram a aldeia. Do lado direito, a antiga Missão N. S. da Conceição do Maracu, hoje cidade de Viana.

Na parte inferior, do lado esquerdo, encontra-se um rudimentar engenho de açúcar, quando ainda era usado o carro de boi para transporte da cana. Do lado direito, a representação de um futuro tão almejado pelos vianenses do século passado: o município praticando uma agricultura moderna e produtiva, ali simbolizada pelo trator arando a terra.

Na base do escudo, dois cofos com as riquezas vegetais da região: o babaçu e o arroz.

Além da interessante simbologia apresentada, o brasão de Viana possui singular valor por ser obra de um dos mais famosos artistas plásticos já nascidos nesta cidade.