Academia Vianense de Letras

Tradicionalmente conhecido como “Canto do Galo”, o cruzamento das Ruas Antônio Lopes e Professora Amélia Carvalho faz parte da história de Viana. Segundo o escritor Travassos Furtado, a ideia de colocar a imagem do galo naquela esquina foi de um português, chamado Manoel Júlio da Silva, que montara um comércio no local.

De acordo com a mesma fonte, o galo veio de Lisboa e foi colocado ali no dia 30 de setembro de 1889, após ter sido conduzido em passeata festiva pela cidade, com direito a banda de música e muitos foguetes. Portanto, há mais de um século que a imponente estatueta do galo vem acompanhando os acontecimentos da cidade e o desfile de incontáveis gerações de vianenses.

Em 1963, depois do sumiço da ave original, o então prefeito José Pereira Gomes mandou confeccionar um novo galo para continuar sua vigília secular na mesma esquina. Até a década de 1980, o galo ficava exposto na casa onde residiu a conhecida professora Santoca Gomes. Com a demolição da residência colonial e construção no mesmo local de uma igreja evangélica, o galo e seu pedestal foram transferidos para o prédio em frente, hoje ocupado pela Biblioteca Municipal.

Fonte de inspiração de músicos e poetas vianenses, além de local preferido pelos seresteiros do passado, durante muito tempo a esquina dividiu a cidade em “parte de baixo” e “parte de cima”. Assim quando alguém dizia “vou lá pra cima”, significava que iria ultrapassar aquela fronteira fictícia. Do mesmo modo, quando se dizia “vou lá pra baixo”, era entendido que o individuo iria descer para o centro da antiga cidade.

Por Luiz Alexandre Raposo

Para maiores informações, veja a matéria “A história do galo do Canto do Galo” no link Cultura, História e Meio Ambiente.